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Pesquisa estima que 25,6 mil cearenses já têm anticorpos para Covid-19 em Sobral e em Iguatu

Por Equipe Iguatu.net em 14/07/2020 às 08:00:23

As duas cidades concluíram primeira etapa da pesquisa de soroprevalência. Pesquisadores também fizeram busca ativa de pessoas contaminadas nos municípios

Somadas, as duas cidades concentram 57,3 mil pessoas em contato com o vírus, considerando-se as que têm a doença ativa e as que desenvolveram anticorpos, segundo estudo do Governo do Ceará e do Instituto Opnus.


Um total de 25,6 mil pessoas nas cidades de Sobral e Iguatu já podem ter desenvolvido anticorpos para a Covid-19, segundo pesquisa realizada pelo Governo do Ceará em parceria com o Instituto Opnus. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (13). Levando-se em conta a soma das pessoas que estão com o vírus ativo com as que desenvolveram anticorpos, o número de pessoas em contato com a doença chega a 57,3 mil.

Foram aplicados testes em 1,5 mil pacientes nos dois municípios, sendo 800 em Sobral e 700 em Iguatu, projetando resultados sobre a população total. Os testes aplicados foram do tipo RT-PCR, que detecta a fase aguda da doença.


Com registro de casos de infecção pelo novo coronavírus desde meados de março deste ano, Sobral pode ter 24 mil pessoas com anticorpos e 30,2 mil com vírus, segundo a pesquisa. Conforme Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde (Sesa), mesmo os assintomáticos precisam redobrar as medidas de prevenção para evitar a transmissão do vírus.

"Observamos lá muitos pacientes com coronavírus, mas assintomáticos. As pessoas sem sintomas precisam tomar medidas preventivas também, porque elas têm potencial de contaminação", reforça a secretária.


Em Iguatu, apenas 7,71% dos testes indicaram positivo. A pesquisa apontou uma projeção de 7,9 mil pessoas com algum contato com o vírus, sendo que a maioria com o agente infeccioso ainda ativo, e apenas 1,6 mil com anticorpos detectados.

Para a secretária, o baixo índice de testes positivos na cidade se explica pelo fato de a chegada da doença ter acontecido de forma tardia em relação às outras regiões como a Grande Fortaleza e a região norte.

"Significa que a chegada da epidemia lá ainda é recente, as pessoas estão sendo infectadas agora, não tiveram tempo nem de desenvolver anticorpos", avaliou.


Fonte: Governo do Ceará

Zenir

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