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Motorista de ônibus é morto após recusar passageiros sem máscara na França

Por Equipe Iguatu.net em 07/07/2020 às 04:14:28

Um motorista de ônibus na França sofreu morte cerebral nesta 2ª feira (6.jul.2020) após ter sido atacado enquanto trabalhava. Ele teria se recusado a levar a bordo passageiros sem máscaras, que são obrigatórias nos transportes públicos do país europeu para conter o avanço da covid-19.

Uma fonte policial na cidade de Bayonne, perto do luxuoso balneário atlântico de Biarritz, no sudoeste da França, afirmou à imprensa local que 5 pessoas estão sob custódia em relação ao ataque, ocorrido na noite de domingo (5.jul).

Segundo a fonte, o motorista –na faixa dos 50 anos– tentou impedir que 1 homem sem máscara embarcasse no ônibus com seu cachorro. Ele também teria pedido que outros 4 passageiros, que já estavam dentro do veículo sem máscaras, saíssem.

Em seguida, o motorista foi atacado com socos repetidos que resultaram em 1 ferimento grave na cabeça, afirmou a fonte policial. Ele estava inconsciente quando chegou ao hospital, e a morte cerebral foi declarada pelos médicos nesta 2ª feira.

Um homem de cerca de 30 anos foi preso no domingo, e mais 4 pessoas foram detidas nesta 2ª feira em ligação com o incidente, informou o Ministério Público.

Os serviços regionais de ônibus foram interrompidos nesta 2ª, depois que vários colegas do motorista se recusaram a trabalhar em protesto contra o ataque brutal. Segundo o jornal francês Le Monde, dezenas de motoristas expressaram tristeza e indignação com o incidente, e declararam que só voltarão a trabalhar depois do funeral do colega atacado.

"Testemunhamos 1 ato particularmente violento e bárbaro", disse o prefeito de Bayonne, Jean-René Etchegaray, em visita aos funcionários da empresa de ônibus, manifestando sua solidariedade. Ele exigiu que os criminosos sejam levados à Justiça e que isso resulte em uma punição "suficientemente severa" para servir de alerta a outras pessoas.

O uso de máscaras faciais é obrigatório nos transportes públicos da França, onde a epidemia de covid-19 já matou quase 30 mil pessoas, além de ter infectado mais de 205 mil.

Zenir

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