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Juazeiro do Norte-CE: Novo matador de Amarílio e Dedé segue preso enquanto justiça solta acusados de envolvimento

Das oito pessoas presas sob o pretexto do envolvimento no duplo homicídio em que tombaram mortos o vereador Amarílio Pequeno da Silva e o ex-policial Dedé Bezerra, apenas três seguem recolhidos. Na carceragem da Polícia Civil estão Cícero Edgar Figueiredo Miranda e Jonatan Marcos de Oliveira Silva, enquanto na cadeia pública de Juazeiro do Norte permaneceu Francisco Saturnino da Silva, de 51 anos, o Chico do Rio de Janeiro.

Na hora do cumprimento da prisão preventiva no dia 4 de outubro, a polícia flagranteou Chico com munições em sua casa na Rua João Cândido Fontes, 152 (Bairro Antonio Vieira). Ali foram encontrados cinco cartuchos calibre .40, sete cartuchos calibre 28 e um calibre 380 todos intactos, além de um instrumento de carregamento de cartuchos dentro de uma gaveta do seu guarda roupas. Seus companheiros de cela deixaram a cadeia por volta das 19h30min desta quarta-feira.

Samuel dos Santos Oliveira, o Samuel Tecão, o empresário Francisco Flávio Moura Furtado, seu funcionário Samuel Rosendo Lima e José Roceflan de Lacerda, o Rocifran, genro de Chico, saíram em carros particulares escoltados por uma viatura da Polícia Militar em direção ao município de Mauriti. Enquanto isso, Edgar que foi preso no dia 4 de novembro, confessou ter matado Amarílio e Dedé, mas já mudou o depoimento negando a autoria do duplo homicídio “ganhando” mais 30 dias de prisão.

Na semana passada já surgiu um novo matador no caso o borracheiro de Recife (PE), Jonatan Marcos de Oliveira Silva, de 22 anos, que, ultimamente, residia na localidade denominada Vila Nova (Aeroporto ) em Juazeiro. No depoimento prestado ao Delegado Gustavo Augusto, ele revelou ter sido contratado por R$ 2 mil para matar Amarílio a mando de uma pessoa que conheceu apenas pelo apelido de “Galego” o qual lhe foi apresentado pelo seu amigo apelidado por “Pato”.

Segundo disse, Amarílio estava sozinho na mesa e foi apontado pelo próprio “Galego” que o levou até à praça. Quando deram a volta no logradouro e desceram da moto, notaram que já havia uma segunda pessoa sentada, no caso Dedé Bezerra. Jonatan disse que, mesmo assim, seguiu adiante com a pistola de “Galego” no bolso enquanto este o aguardava. Quando atirou em Amarílio, Dedé foi ao seu encontro e decidiu matá-lo também tornando a atirar no vereador.

O réu confesso da pistolagem disse mais terem fugido na direção da Colina do Horto em uma moto Honda Fan de cor preta onde ficaram algum tempo tendo entregue ainda a arma do “Galego”. Depois, retornaram de mototaxi deixando a moto dentro de um matagal no Horto só voltando sete dias após para apanhá-la. Outras confissões foram a de ser viciado em drogas e de ter queimado a roupa que usou na noite do dia 20 de setembro quando Amarílio e Dedé foram mortos.

Jonatam disse mais que não conhecia nenhuma das vítimas, tampouco os acusados de envolvimento e nem mesmo Cícero Edgar não sabendo porque o mesmo assumiu a autoria dos crimes. Acrescentou que, no dia da prisão dele em Barbalha, estava na mesma rua, pois ali residia e viu a movimentação da polícia. Ele falou de arrependimento e manifestou o desejo de retornar para o presídio Aníbal Bruno de Recife (PE) a fim de ficar perto de sua família.

É que em 2009 foi preso por roubo no município de São José da Coroa Grande (PE) e transferido para cumprir pena naquele presídio de onde fugiu pulando o muro, a exemplo do que já havia feito em uma cadeia pública. Jonatam disse ter vindo residir em Juazeiro à convite de uma pessoa que conhece apenas pelo nome de “Ramon”. Inicialmente, morou em pousadas e, depois, foi residir na Rua Pitombeira no município de Barbalha.

 

Miséria



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