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Transexual ‘crucificada’ vai desfilar de militar em Parada Gay de SP: ‘Estamos em todos os lugares’

 A atriz e modelo Viviany Beleboni, de 28 anos, vai desfilar neste domingo (18) na 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo vestida de militar em plena Avenida Paulista. Depois de aparecer “crucificada”, em 2015, e de representar a bíblia, em 2016, a jovem vai criticar o fundamentalismo religioso, o conservadorismo mundial e a falta de espaço para pessoas transexuais no Exército.

“Temos que aprender a votar antes que a extrema direita avance e tire nossos direitos. Esse movimento é muito grande, a parada LGBT é muito mais do que o desfile de domingo. Nós estamos em todos os lugares”, disse Viviany ao G1.

Viviany Beleboni fez ensaio fotográfico para o G1 com a fantasia que vai usar na Parada Gay 2017 (Foto: Foto e maquiagem: Marcio Desideri/Divulgação; cabelo: Diones Ford)

Viviany Beleboni fez ensaio fotográfico para o G1 com a fantasia que vai usar na Parada Gay 2017 (Foto: Foto e maquiagem: Marcio Desideri/Divulgação; cabelo: Diones Ford)

Com o tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todos e todas por um estado laico”, a Parada Gay acontece entre as 12h e as 18h deste domingo (18), no Centro da capital, e vai contar com a participação de Anitta, Daniela Mercury, Naiara Azevedo, entre outros artistas.

Além da roupa militar, Viviany vai segurar uma bazuca e três cartazes com críticas ao presidente americano Donald Trump; o russo Vladimir Putin e ao Brasil. Em sua performance, ela afirma que vai mirar sua arma em cada um dos elementos e ao atirar, sairá um buquê de rosas brancas que simbolizam um pedido de paz e união

Viviany Beleboni com pintura de guerra (Foto: Foto e maquiagem: Marcio Desideri/Divulgação)

Viviany Beleboni com pintura de guerra (Foto: Foto e maquiagem: Marcio Desideri/Divulgação)

A escolha da roupa foi motivada por muitas questões, segundo a atriz. É uma crítica às torturas que pessoas LGBT têm sofrido na Chechênia, ao fundamentalismo religioso e à falta de espaço que pessoas transexuais têm no exército. “Eu sempre pesquiso a situação política, o que está acontecendo no mundo, para saber o eu acho construtivo para a sociedade discutir.”



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